Entrevista #7 - Felipe S. Mendes

30 Jul 2018

Apresente-se, fale um pouco de você, seu nome, idade, profissão e gênero que escreve.


Olá, sou Felipe S. Mendes, tenho 30 anos e sou artista. Acho que não tenho outra definição, sou músico, ator e produtor, na questão trabalho, que é o que dá grana, são minhas principais funções. Eu, no momento, escrevo thrillers de ficção científica, porém meu primeiro livro é de poemas, então sou um ser mutável.

 

Quando surgiu o interesse pela escrita?

 

Aprendi a ler com 5 anos, o primeiro livro foi Feliz Ano Velho, do Marcelo Rubens Paiva, ali resolvi começar a escrever.

 

Quais foram suas maiores referencias para a escrita?

 

Shakespeare (amo suas tragédias), Veríssimo e suas comédias, André Vianco e Stephen King (que me aterrorizam), e amo também o Dan Brown, por mais que isso seja considerado ruim por muitos hoje kkkkkk

 

Fale sobre o gênero que escreve.

 

Eu sou fã de thrillers, mas acho que mais por conta do cinema e séries do que pelos livros em si. Acho que o suspense em geral, com traços de terror, deixam um algo mais no leitor, e causa uma boa ansiedade, isso que busco escrevendo.

 

Conte sobre sua carreira de escritor.

 

Eu sempre escrevi, acho que faz parte da minha vida tanto quanto a música. Eu sempre escrevi crônicas e contos, entre os roteiros de teatro e os trampos de roteiro com TV. Então em 2015 decidi lançar o “Pseudo”, pra externar tudo que estava preso na minha garganta. Após começar os cursos na VDI comecei a ver mais como um negócio a escrita, e como minha vida teatral/musical evoluiu após isso, tento trazer o mesmo pra escrita. Eu mudei totalmente o estilo por não poder mais falar tão abertamente sobre histórias sexuais escatológicas, afinal, trabalho com crianças. Mas amei esse novo estilo, e acho que em breve estarei tão natural nele quanto no outro.

 

Você tem apoio para escrever? 

 

Ninguém acredita muito na parte financeira disso, mas minha família sempre apoiou, minha esposa e filhos agora também. Acho que quem leva mais fé em mim mesmo é minha irmã e o "concilio literário", um grupo de amigos que são meus leitores beta.

 

Nos conte um pouco sobre suas obras: quantas você já publicou? Há alguma em andamento?

 

Esse é meu segundo livro, então pensando em livros apenas é a segunda obra. O primeiro se chama “Pseudo”, são crônicas contos e poemas que eu digo que são Bukowskianos ao molho Tarantino kkkk. Terminei o “Linha 4 Amarela”, que vou lançar em agosto, e agora estou trabalhando na segunda parte do livro e também em um Spin Off.


Conte sobre como é o mercado para um autor atualmente? 

 

DIFÍCIL PRA CARALHO. Acho que os cursos recém surgidos, como a VDI e o Carreira Literária, te blindam um pouco, mas existem muitos filhos da puta nesse meio, assim como em todo meio artístico. Além de existir um preconceito muito grande com relação a ler alguém nacional que não seja o Padre Marcelo ou o Paulo Coelho, que até escrevem bem. Mas a mídia e grande público consomem mesmo os Youtubers e outros sub-artistas. Por conta disso, grande parte dos meus amigos usam nomes internacionais, acho que facilita a absorção. Mas acho que o mercado literário brasileiro ainda é um ninho de desorganização e filhadaputagem.

Fale sobre sua obra atual:

 

É um thriller de suspense político nacional, que conta a história de um ataque terrorista ao metrô de São Paulo, e de um grupo terrorista ambíguo com ótimas exigências , mas feitas pelo uso extremo da força. Chama “Linha 4 Amarela”.

Como foi que surgiu a ideia de escrevê-la?

 

Após descer 5 lances de escada na Linha 4 do metro, o que demorou cerca de 15 minutos, eu olhei pra cima e pensei: "Esse metrô é escroto pra caralho".

Isso foi a 4 anos atrás, nesse dia tive a ideia total, mas não sentei pra escrever, apenas guardei no arquivo cerebral.


O processo de criação foi difícil? 

 

Foi. Por conta das aulas e das novas técnicas aprendidas, eu realmente me sentia muito fraco escrevendo, então posso dizer sem duvida que revisei mais de 50 vezes cada página do livro, fiquei realmente focado apenas nisso, o que fez ter várias tretas em casa kkkk

Quanto tempo levou para conclui-la?

 

Exatamente 62 dias. Pra terminar o rascunho e a pré produção foi isso.


Quais as inspirações e referencias para criar sua obra?

 

Eu me inspirei em Black Mirror sem nunca ter assistido, assisti apenas depois de escrever. Mas era tanta gente falando que tinha um Q de Black Mirror que acho que tive uma epifania no caso. Eu uso muitas das técnicas do Vianco, e também o lance que o Dan Brown e Jô Soares faziam, de juntar histórias reais com ficção. Ele tem muito de Orwell também, por conta das teorias, e algumas cenas inspiradas em maldades do nível Stephen King e Martin, mortes sem piedade. Então, se você  ama um personagem, se prepare, ele pode SIM morrer. Porém, não sou rebuscado ao escrever, a narrativa é direta.


Vamos ao ping pong:


Livro: “Factotum”  de Bukowski

Autor(a): Charles Bukowski

Inspiração: André Vianco

Incentivador(a): Yoná

Sonho: Apenas escrever

Memória: de minhas putas tristes

Defeito: Praticamente todos

Qualidade: Aprovado no ISSO

Não gosta: Funk

Amor: Família

Indicação: “A cura” de Schopenhauer

Frase: "O glamour do palco acaba na escadinha lateral."


Muito obrigada pela sua participação, desejo muito sucesso e muita sorte nessa profissão que faz tanto bem e agrega tanto conhecimento através das histórias.

 Conhecendo mais do autor Felipe S. Mendes

Biografia:

 

Felipe S Mendes, de São Paulo, Zona Leste escreve desde os 5 anos.

Além de escritor é ator, iluminador, músico e produtor, conhecido principalmente pelos projetos KISS for KIDS com a KISS Cover Brazil e o Projeto Rock for KIDS com a FSM Produções.

Escrever sempre foi sua paixão junto com a música e os filmes.

Em 2015 lançou o livro Pseudo, de crônicas, contos e poemas Beats que estavam perdidos em sua cabeça.

 

Bibliografia

 

2015 - Editora Giostri

“Pseudo”

Vulgar, real, romântico, escatológico e divertido, Pseudo é um livro de caráter autobiográfico, abordando com um senso de humor ferino e auto irônico situações cotidianas e histórias que muitos considerariam torpes. Com estilo extremamente livre, como o de Bukowski e Anais Nin, revisita a literatura "Marginal", como se fosse um grito sufocado da Geração Beat entre logins e logouts da Nova Geração.

 

Evento de lançamento do Livro Pseudo:

 

2018

Linha 4 Amarela

Um ataque terrorista no horário de rush no Metrô mais lotado da América deixa mais de 7 mil pessoas presas e soterradas a mais de 55 metros de profundidade!!

 

Agora imagine se a sua vida e de seus amigos dependessem da honestidade e rapidez do sistema político brasileiro!!!

Links para compra dos livros físicos:

Amazon

 

Pseudo

(esse preço do Pseudo não faz sentido, comprem comigo kkkk)

 

Linha 4 Amarela 


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Contato do autor: feliperssmendes@gmail.com

 

Entrevista realizada por Isa Miranda
Revisão de Fabiana Prieto

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