Entrevista #3 - Alan de Sá

26 Jul 2018

 

Apresente-se, fale um pouco de você, seu nome, idade, profissão e gênero que escreve.

 

Olá Isa e a todos os leitores e leitoras do blog. Me chamo Alan de Sá, tenho 23 anos, moro em Feira de Santana, Bahia, e sou jornalista. Atualmente trabalho em uma agência de marketing, produzindo conteúdos para sites e blogs. 

 

Quando surgiu o interesse pela escrita?

 

Comecei a escrever tarde, assim como ler. É algo estranho e novo pra mim. Já possuía boas referências literárias quando iniciei, o que me ajudou bastante. Foi muito por conta da boa influência dos amigos que fiz por Whatsapp, agradeço bastante a eles por isso. 

 

Quais foram suas maiores referencias para a escrita?

 

Eu tenho referências em vários gêneros, da distopia ao thriller. Hoje os catalisadores da minha escrita são Thomas Harris (“O Silêncio dos Inocentes”) e James Patterson (“Na Teia da Aranha”). Sou apaixonado pela obra de H. G. Wells e Julie Verne, adorador de Burrougs e Orwell e fanboy de Huxley. Do Brasil, tenho Jorge Amado, João Ubaldo Ribeiro, Nelson Rodrigues e Sabino como principais inspirações, mas tenho um carinho especial por Raphael Montes, também. 

 

Fale sobre o gênero que escreve.

 

Eu escrevo thriller. As pessoas confundem com terror, mas é bem diferente. Não quero causar medo e sim angústia, apreensão. Quero tornar o leitor dependente da obra e por isso embarquei no gênero.

 

Conte sobre sua carreira de escritor.

 

Meu primeiro livro impresso foi “Marani”, uma obra baseada no folclore nacional. Uma fantasia histórica, mas o thriller já dava os primeiros sinais ali. Antes disso participei de uma antologia de poemas da Chiado e depois soltei meus contos na Amazon. Atualmente estou em dois projetos: Rio Vermelho, da Luva, e Daemonum Sigillum, da Hope, ambos idealizados pelo meu parceiro e amigo Raul Dias. 

 

Você tem apoio para escrever? 

 

Tirando da minha família (que foi bem surpreendente, porque eles sempre reclamavam do meu excesso em comprar livros), só de poucas pessoas. Namorada, um ou outro amigo próximo e alguns leitores. O restante até fala bastante, mas corre na hora do "vamo ver".

 

Nos conte um pouco sobre suas obras: quantas você já publicou? Há alguma em andamento?

 

Impresso, até então, só “Marani”. E não sei quando vou arriscar outra publicação, porque estou de bem com a Amazon. Nela tenho 7 contos. Se contarmos os dois projetos, tenho 10 publicações. Dei uma pausa na escrita, mas tenho uma história massa em planejamento, uma mistura de afro-futurismo com thriller e policial, quase um Ghost in the Shell versão Wakanda. 

 

Conte sobre como é o mercado para um autor atualmente. 

 

Tem que pisar devagarinho, a verdade é essa. Tem muito picareta e falso amigo no mercado, então é bom ter olho vivo. 

 

Fale sobre sua obra atual:

 

  • Como foi que surgiu a ideia de escrevê-la?

“Marani” veio de uma necessidade, na verdade. Sempre quis contar histórias sobre o folclore nacional. Só precisava de um formato bacana e, quando veio, não perdi tempo.

 

  • O processo de criação foi difícil? 

Foi, bastante. Tanto a pesquisa quanto a estruturação do roteiro foram complicadas, mas fiquei satisfeito com o resultado.

 

  • Quanto tempo levou para conclui-la?

Um ano e pouco, mais ou menos. 

 

  • Quais as inspirações e referencias para criar sua obra?

Primeiro foram as lendas orais. Depois avancei pra história do Brasil e antropologia, mas o contato com as pessoas foi o principal motivador.

 

Vamos ao ping pong:

 

Livro: Laranja Mecânica 

Autor(a): Thomas Harris

Inspiração: Meu pai

Incentivador(a): Giulia, minha namorada 

Sonho: morar numa casa perto da praia

Memória: minha mudança de São Paulo pra Bahia

Defeito: Teimosia 

Qualidade: Pro atividade

Não gosta: qualquer pessoa que seja racista ou xenófoba 

Amor: meu dog

Indicação: O Cão Negro - Alec Silva

Frase: E então, o que é que vai ser?

 

Muito obrigada pela sua participação, desejo muito sucesso e muita sorte nessa profissão que faz tanto bem e agrega tanto conhecimento através das histórias. Para encerrar poderia deixar uma dica para os Jovens Talentos, os escritores que ainda estão começando suas trajetórias como futuros autores nacionais?

 

Eu quem agradeço pelo espaço e pela oportunidade. Bem, quem tá começando: estude bastante. Leia, veja filmes e séries, leia quadrinhos. Veja como as pessoas se relacionam. E metam as caras. O mercado tá pronto pra te derrubar, mas o importante é ser debochado. 

Biografia: 

 

Feirense, 23 anos, escritor e jornalista. Já fez teatro, circo, música, luta muay thai e não é bom com nada disso. Praticante de piadas ruins e desobediência civil.

 

Bibliografia:

 

Livro físico:

“Marani”

 

Sinopse: Quando Marani, filho do Boto-cor-de-rosa, deixou seu povo para procurar Toriba – seu irmão gêmeo desaparecido – não esperava entrar num conflito ideológico entre a Caipora e a Iara, dois dos seres mais poderosos da floresta. Mas para ele somente seu objetivo importa. Em seu primeiro romance, Alan de Sá personifica sua visão, hora assustadora, hora romancista, da cultura popular brasileira.

 

Contos:

 

“A Vila”                      “Castelo”                    “Hannover”                  “Homens sem Luz”

 

“O Velho do Saco”          “Rasga-Mortalha”              “Tsavo”                    "Mordrake"

 

Antologias:

 

Daemonum Sigillum - As Crônicas da Goécia

 

Amazon Ebook - Livro I e Livro II

 

Livro Físico - Volume I e Volume II / O box com os 2 livros

 

Rio Vermelho - Será publicado em breve.

 

Links para compra dos livros físicos:

https://editoramultifoco.com.br/loja/product/marani/

 

Plataformas digitais que publica:

Amazon

 

Redes sociais:

Facebook: Alan de Sá 

Instagram: @_alandesa

 

Contato do autor:

alan.de.sa@hotmail.com

Entrevista realizada por Isa Miranda
Revisão por Fabiana Prieto

 

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